Uma Observação sobre a Astrologia

Para os astrólogos profissionais e estudantes, a astrologia é de fato uma ciência, pois existem vários indícios que pontam que o estudo da astrologia se modificou com o tempo e hoje se encontra separado da astronomia, das ciências exatas e faz um paralelo entre a filosofia, sociologia e psicologia. O que falta para tal comprovação é ter um metodologia científica apropriada ao tema abordado, e regulamentar o profissional da astrologia como aconteceu com a psicologia.

Por outro lado, os cientistas e uma grande fatia da população de religiosos, o termo astrologia é considerada como fé ou pseudociência.

Para começarmos a observar a astrologia e realizar um estudo da arte sobre seu contexto científico, buscamos as três questões que envolvem o tema: a) astrologia é uma ciência ou pseudociência? b) É um ato de fé ou religioso, c) um sugestionamento psicológico.

Inicialmente, buscamos organizar os principais conteúdos e textos sobre o assunto astrologia na internet, visto que este tema tem um grande número de usuários na rede nos dias atuais, mesmo sabendo que o interesse pelo assunto vem diminuindo com os anos. O objetivo geral desta análise observacional e organizar o máximo de conteúdo científico relevante que aborde o assunto "astrologia" e os temas afins. (gráfico 1)

Realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre o tema astrologia, buscando o assunto na base de dados do SCIELO, Google Acadêmico e outras fontes de pesquisa. As palavras chaves foram definidas observando as variáveis sobre o assunto, no site de busca google.com, logando com o modo anônimo no chromium, digitando a palavra “astrologia”, retornaram 14.600.000 (0.14seg) de resultados. Na sequência, foi digitado na busca a palavra “astrologia é ciência”, retornou 620.000 (0.25seg) de resultados, outro resultado foi 690.000 (0.26seg), enfim, como o universo sobre o assunto é bem extenso, estarei relacionando os principais trabalhos encontrados sobre o assunto, darei enfase aos artigos científicos realizado por acadêmicos em qualquer área do conhecimento científico, ciências exatas, biológicas, naturais e humanas. No google acadêmcio; astrologia é ciência, 16700 resultados em 0.3seg.
No google trends veja o grafico.

No Brasil, o gráfico

Algumas considerações encontradas em livros e artigos científicos sobre astrologia indexadas no google acadêmico.

1) No Livro "Ensaios sobre o pensamento de Karl Popper, no capítulo3, veremos como a astrologia se insere numa das principais questões da filosofia da ciência, a saber: o que é ciência? Para isso, será preciso desdobrar o problema da demarcação, formulado na década de 1930 por Karl Popper, já na primeira versão do seu livro A lógica da pesquisa científica. De modo esquemático, abordaremos os critérios estabelecidos para fazer a distinção entre ciência e não-ciência, como verificabilidade, falseabilidade e ciência normal, propostos, respectivamente, pelo Círculo de Viena, por Karl Popper e por Thomas Kuhn. Ademais, essas três concepções foram questionadas nos anos 1970 por Paul Thagard, que propôs seu próprio critério no artigo “Why astrology is a pseudoscience?”. Sendo assim, partindo da filosofia da ciência popperiana, o objetivo deste capítulo é apresentar o problema da demarcação, que produz o conceito de pseudociência, e analisar a pertinência da atribuição desse estatuto à astrologia.

2) Astrologia não é ciência:
Em http://astro.if.ufrgs.br/astrologia.htm
Astrologia não é uma ciência mas sim "jogo de linguagem". Michel Maffesoli, orientador do doutorado em sociologia da astróloga francesa Elisabeth Tessier em abril de 2001 na Université Sorbonne Paris V, entitulada "La situation épistémologique de l'astrologie, liée à l'ambivalence fascination/rejet dans les sociétés postmodernes", diz "A astrologia não é uma ciência, é um fato social".

A característica fundamental da ciência é basear-se na observação da natureza e na experimentação. Os efeitos das posições dos planetas e da Lua em qualquer pessoa na Terra nunca foram desmonstrados em qualquer estudo sistemático. Já em 1549, no seu "Tratado contra a Astrologia", Giovanni Calvino (1509-1564) usou o argumento que gêmeos idênticos nascem com a mesma carta astrológica, mas têm destinos diferentes e, portanto, as afirmações astrológicas não podem estar corretas. Nas últimas décadas vários cientistas testaram as previsões da astrologia e comprovaram que não há resultados:
2.1. O psicólogo Bernard Silverman, da Michigan State University, estudou o casamento de 2978 casais e o divórcio de 478 casais, comparando com as previsões de compatibilidade ou incompatibilidade dos horóscopos e não encontrou qualquer correlação. Pessoas "incompatíveis" casam-se e divorciam-se com a mesma frequência que as "compatíveis". O psicólogo suíço Carl Jung (1875-1961), em seu livro "A Interpretação da Natureza e da Psique", chegou a mesma conclusão.
2.2. O físico John McGervey, da Case Western University, estudou a biografias e datas de nascimento de 6000 políticos e 17000 cientistas e não encontrou qualquer correlação entre a data de nascimento e a profissão, prevista pela astrologia.
2.3. Um teste duplo-cego da astrologia foi proposto e executado pelo físico Shawn Carlson, do Lawrence Berkeley Laboratory, Universidade da Califónia. Grupos de voluntários forneceram informações para que uma organização astrológica bem estabelecida produzisse um horóscopo completo da pessoa, que também preenchia um questionário de personalidade completo, pré-estabelecido de comum acordo com os astrólogos.
A organização astrológica que calculava o horóscopo completo da pessoa, juntamente com 28 astrólogos profissionais que tinham aprovado o procedimento antecipadamente, selecionavam entre 3 questionários de personalidade aquele que correspondia a um horóscopo calculado. Como haviam 3 questionários e um horóscopo, a chance de acerto aleatório é de 1/3 = 33%.
Os astrólogos tinham previsto antecipadamente que a taxa de acerto deveria ser maior do que 50%, mas em 116 testes, a taxa de acerto foi de 34%, ou seja, a esperada para escolha ao acaso! Os resultados foram publicados no artigo A Double Blind Test of Astrology, S. Carlson, 1985, Nature, Vol. 318, p. 419.
2.4. Os astrônomos Roger Culver e Philip Ianna, que publicaram o livro Astrology: True or False, (1988, Prometheus Books), registraram as previsões publicadas de astrólogos bem conhecidos e organizações astrológicas por 5 anos. Das mais de 3000 previsões específicas, envolvendo muitos políticos, atores e outras pessoas famosas, somente 10% se concretizaram. Esta taxa é menor do que a de opiniões informadas.
2.5. Uma pesquisa coordenada pelo Prof. Salim Simão do Departamento de Produção Vegetal da Universidade de São Paulo, durante sete anos, comprovou que a fase da Lua não tem efeito no crescimento das plantas. (Veja, edição 1638, 1 mar 2000, p. 127).
2.6. O médico dermatologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo conclui: "Independentemente da fase lunar, a média de crescimento mensal do cabelo é de 1 centímetro." (Veja, edição 1638, 1 mar 2000, p. 127).

Portanto, embora mais de 50% da população acredite em astrologia, trata-se somente de uma crença, sem qualquer embasamento científico.
Considerando todos os textos abordados acima, precisamos compreender a influência da astrologia como objeto de estudos visto que ainda uma grande população mundial e brasileira faz leitura em cartas astrológicas e horóscopos.