Cruzeiro do Sul - Relógio Celeste

Stellarium, Cruzeiro Sul, Relógio

Observando a constelação do Cruzeiro do Sul, podemos relacionar e saber aproximadamente em que data estamos ou que horas são. Esta técnica também foi usado por vários navegadores, eles sabiam que dependendo da data do ano e da hora, o Cruzeiro do Sul ficava mais próximo do horizonte.

Em 31/03/16, veja as imagens e observe, primeiro no horizonte (18h40) e (05h45) ou mais alto no céu (23h50), e a cada momento em alturas diferentes em relação ao horizonte, os pontos intermediários (20h47 e 03h45).

A posição da constelação do Cruzeiro do Sul foi utilizada pelos tupis-guaranis para determinar os pontos cardeais, o intervalo de tempo transcorrido durante a noite e as estações do ano. Quando a cruz se encontra em pé, o prolongamento do seu braço maior aponta para o ponto cardeal Sul. Olhando para o Sul, às nossas costas temos o Norte, à direita o Oeste e à esquerda, o Leste. Tendo em vista que o Cruzeiro do Sul efetua uma volta completa em cerca de 24 horas, o tempo gasto, por exemplo, para ir da posição deitada até a posição em pé é de 6 horas. Assim, podemos determinar o intervalo de tempo transcorrido em uma noite observando duas posições do Cruzeiro do Sul.

O início de cada estação do ano é considerando a posição da cruz ao anoitecer: no outono ela fica deitada do lado esquerdo do Sul, isto é, para leste; no inverno, fica em pé apontando para o Sul; na primavera, ela se encontra deitada para o lado oeste e no verão de cabeça para baixo, abaixo da linha do horizonte, sendo visível somente após a meia-noite.

O nosso planeta gira em torno de um eixo imaginário, que passa pelos seus pólos norte e sul. Esse movimento da Terra chama-se rotação e se completa a cada dia ou aproximadamente 24 horas. Enquanto a Terra gira, somos arrastados com ela em seu movimento de rotação, que se dá de oeste para leste. Se olharmos para o Cruzeiro do Sul, perceberemos que sua haste maior gira lentamente, como se fosse o ponteiro de um relógio celeste, em torno de um ponto do céu, chamado de pólo celeste sul.

O Cruzeiro do Sul encontra-se bem próximo do Pólo Sul Celeste, o que faz com que ele só seja visto do hemisfério sul ou de regiões do hemisfério norte bem próximas do equador terrestre.
É a menor constelação, ocupa uma menor área do céu de todas as 88 constelações. Antigamente o Cruzeiro do Sul fazia parte da constelação do Centauro, que hoje está ao seu lado. No século XVI porém, com um maior fluxo de europeu ao hemisfério sul, o Cruzeiro do Sul foi separado de Centauro, passando a ser considerado uma constelação própria; devido à disposição característica e brilho intenso de suas mais brilhantes estrelas.

Estrela de Magalhães – é a mais brilhante, localizada na parte inferior do braço mais extenso da cruz.
Mimosa – é a segunda mais brilhante, representa um dos lados do braço menor da cruz.
Pálida – recebe esse nome pelo fato de ser a estrela menos brilhante da cruz, compõe um dos lados do braço menor da cruz.
Rubídea – possui uma coloração avermelhada, representa a parte superior do braço maior da cruz.
Intrometida – é a quinta estrela do Cruzeiro do Sul, recebe essa denominação por não integrar a formação da cruz. É menos brilhante que a Pálida, no entanto, é de fundamental importância, pois facilita a localização da constelação.

Fontes:
Stellarium
http://www.observatorio.ufmg.br/pas29.htm
http://alcateiavelholobo23df.blogspot.com.br/p/orientacao-pelo-cruzeiro-...

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