Educação Digital

Educação digital, o pós inclusão. Até 2020 estaremos participando das grandes mudanças tecnológicas da sociedade moderna, suas aplicações práticas e a penetração da TV digital em todas a camadas da sociedade.

O avanço acelerado dos dispositivos móveis na rede contribuem para que as pessoas fiquem conectadas, conhecendo na prática a teoria da Internet das Coisas. Não tem mais idade, a grande maioria conhece a porta mágica do google, exploram conteúdos, aventuram-se em páginas desconhecidas disparando clicks para todos os lados. Propostas de inovação pedagógica e projetos de wifi compartilhado nas comunidades ofertam o uso gratutito para as classses menos favorecidas, e a expansão da fibra ótica canaliza o uso abusivo de conteúdos de alta qualidade.

A grande problemática da sociedade no futuro será o uso adequado destas tecnologias e suas consequências. Se o desafio da inclusão digital está sendo superado atualmente nas escolas, o próximo passo será a educação digital, disponibilizando conteúdos e práticas pedagógicas apropriadas para se utilizar esses dispositivos com eficiencia, segurança e de forma consciente.

Nas escolas, onde este assunto deveria ser discutido, nem todos os alunos estão ativos nos laboratório de informática, a educação digital também não é um conteúdo abordado em disciplinas teóricas interdiciplinares. Na teoria, os professores detem de metodologias comprovadas e eficientes para a utilização da informática educacional, mas na prátcia, esbarram-se na burocracia e falta de instrutores de apoio. E como a escola está inserida na sociedade, a bola de neve do problema da cultura digital está criada, sem informação adequada e a falta de marketing positivo sobre o assunto, a família se vê obrigada em questão de segundos, a resolver conflitos que não estão a seu alcance. Se a escola e família dependem do Estado para intervir na disseminação desta ideia, a saída é conhecer profundamente o marco civil da internet, única diretriz que se faz presente.

Então, para acontecer a inclusão digital, foi necessário a capacitação no acesso a informação na internet, logo após, o letramento digital, período do acesso as práticas sociais nas quais a escrita, mediada por dispositivos eletrônicos, tem um papel significativo. O letramento digital seria a habilidade para contruir sentido, capacidade para localizar, filtrar e avaliar criticamente uma informação eletrônica. Saber usar corretamente as TICs (Tecnologias da Informação) é a reflexão, prevenir através da educação digital os futuros conflitos.

Chega-se ao final com a certeza de que inclusão digital encerra um complexo inter-relacionamento de conceitos e tem como ponto central a educação para a informação ou information literacy education, como é conhecido em outros países. Nesse sentido, a relação entre inclusão digital e educação para a informação (information literacy education) constitui objeto de pesquisa emergente e importante para a ciência da informação e pedagogia.

Referências:
2016 - Culturas digitais e tecnologias móveis na educação. SIMONE LUCENA
2015 - Inclusão digital e educação para a competência informacional: uma questão de ética e cidadania -
2014 - O uso das tecnologias digitais em educação: seguindo um fenômeno em construção.
2010 - Cultura digital e apropriação ascendente: apontamentos para uma educação 2.0.
2009 - Educação virtual e virtualidade digital - Daniel Mill
2006 - SANCHO, J. M.; HERNANDEZ, F. et al. (Org). Tecnologias para transformar a educação. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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