O que é Astrologia Eletiva?
É a arte de escolher o momento mais propício, segundo os astros, para iniciar um acontecimento, firmar um contrato, casar-se, abrir um negócio, viajar, lançar um projeto ou realizar qualquer ato importante. Diferente do mapa natal (que mostra o destino no nascimento), a astrologia eletiva escolhe a hora em que uma ação nascerá para que ela floresça em harmonia.
De onde surgiu a Astrologia Eletiva?
Suas raízes vêm da Babilônia e da Caldeia, onde sacerdotes-astrólogos escolhiam datas para guerras, coroações e fundações de cidades. Mais tarde, a tradição passou ao Egito e à Grécia, sendo sistematizada no período helenístico.
No mundo árabe medieval, essa técnica foi profundamente desenvolvida por astrólogos como Al-Biruni e Mashallah, chegando depois à Europa renascentista.
Quem foi o principal autor ou mestre dessa técnica?
Na Antiguidade: Doroteu de Sidon (século I d.C.), com a obra Carmen Astrologicum, já traz instruções sobre como escolher o melhor momento para eventos.
Na Idade Média: Guido Bonatti (século XIII), considerado um dos maiores astrólogos medievais, escreveu extensamente sobre eleições e sua obra influenciou até reis.
No renascimento: William Lilly (século XVII), no Christian Astrology, dedicou capítulos inteiros à Astrologia Eletiva.
Qual a lógica espiritual por trás da Astrologia Eletiva?
O universo é regido por ciclos. Cada instante contém em si a qualidade energética do Cosmos. Escolher um momento é como plantar uma semente no tempo: se o terreno e a estação forem propícios, ela cresce com vigor; se não, encontrará resistências.
No sentido esotérico, trata-se de alinhar a vontade humana com o ritmo celeste, permitindo que o destino seja favorecido pela harmonia cósmica.
Quais assuntos podem ser abordados na Astrologia Eletiva?
Praticamente qualquer ato humano que tenha um “nascimento”. Entre os mais comuns:
- Casamentos – escolher a hora para a união florescer.
- Abertura de negócios – consagrar uma empresa ao sucesso.
- Cirurgias – buscar momentos mais seguros.
- Viagens – garantir proteção e fluidez.
- Mudanças de casa – levar harmonia para o novo lar.
- Contratos e alianças – assinar sob bons aspectos.
- Lançamentos de projetos, livros e obras de arte.
- Rituais espirituais ou mágicos – quando a energia do céu favorece determinada invocação.
Como funciona a técnica?
O astrólogo observa a posição dos planetas e aplica regras como:
- A Lua é a principal regente das eleições – sua fase, signos e aspectos determinam o fluxo dos acontecimentos.
- Evitar planetas retrógrados em temas relacionados ao assunto da eleição.
- Ascendente e seu regente – devem estar fortes e bem aspectados, pois representam o início e a vitalidade do ato.
- Planeta significador do assunto – por exemplo, Vênus para casamentos, Mercúrio para contratos, Marte para cirurgias – deve estar fortalecido.
- Evitar graus críticos e maléficos (como os graus anáricos).
- Considerar sempre o mapa natal do consulente, integrando a eleição com seu destino individual.
Existe diferença entre Astrologia Horária e Eletiva?
Sim.
- A Horária responde perguntas: o astrólogo levanta um mapa para a hora em que a questão é feita.
- A Eletiva escolhe o momento antes do ato acontecer: é proativa, constrói a realidade em sintonia com os astros.
Qual a visão esotérica final da Astrologia Eletiva?
Ela nos ensina que o tempo não é homogêneo: há portais de energia mais férteis, mais sábios, mais protetores. Assim como o agricultor não planta fora de estação, o buscador não deve agir sem observar o Céu.
No fundo, a Astrologia Eletiva é uma arte de sincronia entre o microcosmo e o macrocosmo, entre o homem e os deuses.




